Rafinha e a 7ª Arte

Cinema, Livros, Séries, Imaginação Louca!

Sobre o Madagáscar 3 20/08/2012

Filed under: Filmes — Ninixe @ 21:02
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Após finalmente ter visto o Madagáscar 3 só tenho a dizer, aliás, a perguntar o seguinte:

O que foi feito da Nana (aka Velhinha Psicótica que fez o maior sucesso nos outros 2 filmes)?!

Senhores, o filme está giro, mas juro que quando acabou houve ali uma sensação de vazio que em menos de 2 segundinhos foi explicada – faltou incluírem uma das melhores personagens de sempre do mundo da animação.

Infelizmente já vão um pouco tarde para se redimirem mas pronto… fica a dica caso queiram avançar com mais filmes da saga (mas por favor não o façam pois já estariam a esticar demasiado a corda!).

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The Avengers 16/06/2012

Filed under: Filmes — Ninixe @ 12:04
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Como já devo ter escrito por aqui algures, eu não sou fã de filmes (com pessoas de carne e osso) a puxar a fantasia e o fantástico. Cá dentro simplesmente não se faz o clique para ir ver este tipo de filmes ao cinema.

Fantasia para mim são os tradicionais desenhos animados que tem lugar de destaque no meu coração e que não precisam de efeitos mirabolantes, 3D nem nada dessas tretas acessórias – e os exemplos de filmes simples que conquistam o grande público são inúmeros quando se fala da Disney e da Pixar (que pelos vistos foi adquirida pela Disney em 2006).

Quanto ao fantástico mundo dos super-heróis – acho que os melhores formatos para os mesmos são a BD e as séries em desenhos animados. Acho que o conteúdo deste tipo de histórias é melhor explorado e exposto através destes meios, pelo menos a mim prenderam-me mais as BD e a série dos X-Men do que os filmes depois realizados.

No entanto, admito que nos tempos que correm, com a evolução dos efeitos especiais, se este tipo de filmes não for visto num cinema, num ecrã gigante, com certeza de deverão perder metade da piada mas lá está – bons filmes devem ser cotados pela história e não pelos efeitos.

Mas passando esta minha filosofia adiante, tenho a dizer que fui ver o “The Avengers” com os meus meninos e que fiquei agradavelmente surpreendida. De todo que não é, pelo menos para mim, um filme de culto e a história não é propriamente das mais originais. Ainda assim, reconheço que os argumentistas do filme fizeram um excelente trabalho no que diz respeito aos momentos cómicos – as piadas estão efectivamente deliciosas!

Como é óbvio os efeitos especiais estavam espectaculares para delícia dos presentes.

Já em relação aos actores e às personagens as minhas opiniões são as que se seguem:

– o Robert Downey Jr. (Iron Man) esteve igual a si próprio

– a Scarlett (Black Widow) anda por ali sem surpreender nem desiludir mas a encher o olho aos meninos presentes

– o Chris Evans (Captain America) e o Chris Hemsworth (Thor) fizeram a versão masculina da Scarlett – andam por ali afazer suspirar as meninas e pouco mais

– dizem que o Jeremy Renner (Hawkeye) também passou por lá e eu acredito mas acho que mal o vi

– o Mark Ruffalo (Hulk) foi para mim uma agradável surpresa. Ao contrário do que a maioria do Universo acha, eu digo que ele foi o melhor Hulk que tivemos até agora! Achei-o fofinho e com muita piada

– a Robin – desculpem, a Cobie Smulders (Agent Maria Hill) fez uma aparição especial e pouco mais há a dizer para além de “Amiguinha, podes interpretar os papeis que quiseres mas serás sempre a Robin do “How I Met Your Mother””

– o Samuel L. Jackson (Nick Fury) e o Tom Hiddleston (Loki) também estavam por lá a interpretar umas personagens assim um pouco esquizofrénicas mas com alguma importância para a história mas nada que me tivesse surpreendido ou emocionado por aí além

– e finalmente, Clark Gregg (Agent Phil Coulson), a personagem secundária que toda a gente adorou, eu inclusive

E foi mais ou menos isto – um filme para os fãs de entretenimento puro e duro, com muitos efeitos especiais e uma história sem nada de transcendental, que já toda a gente conhece e sabe o final mas que vai apresentando umas piadas giras lá pelo meio.

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American Horror Story 02/06/2012

Filed under: Séries — Ninixe @ 19:23
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Começo por rever o post que escrevi a 30 de Novembro de 2011 sobre esta série após ter visto o 1º episódio da mesma e penso: como é que foi possível quase ter colocado em causa a genialidade desta série?

Penso que logo a partir do 2º (ou do 3º) episódio fiquei total e absolutamente convencida de que estava perante algo novo, inovador e fantástico. Não morri de amores pelas personagens principais: aquela família disfuncional pouco ou nada me cativou – tudo uma cambada de dramáticos a roçar o pãozinho sem sal que por lá andavam à mercê de tudo o resto. E o resto senhores foi o que efectivamente destacou esta série das restantes.

 

Começo por salientar o Genérico: imagens e som que se infiltram no cérebro e que podem provocar noites mal dormidas aos iniciados por estas andanças. Meses depois de ter visto o último episódio ainda me lembro de algumas das cenas soltas apresentadas e daqueles estalidos iniciais.

Depois, as Histórias Paralelas – as verdadeiras histórias por detrás de todo aquele enredo. As histórias que levaram a que a família totó passasse pelo que passou e que foram apimentando todos os episódios. As histórias de personagens apesar de não serem as principais foram como lufadas de ar fresco em cada episódio.

Finalmente as Personagens Secundárias com grande destaque para o Tate e a Constance. Para mim o Tate e a Constance fizeram de American Horror Story a grande série em que ela se tornou – personagens fortes, com personalidade e garra. Personagens que sabiam o que queriam e o que fazer para o obter. Personagens sem medo de enredar por qualquer caminho desde que o mesmo lhes levasse ao fim que eles queriam.

Resta agora esperar por Outubro e pela 2ª Série que, apesar de, ao nível de história e personagens, nada ter a ver com a primeira, vai contar com a fantástica Jessica Lange e com o Zachary Quinto nos principais papéis.

Para me despedir, deixo-vos com o poster do que nos espera no próximo Outono.

 

Can’t wait…

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“I Don’t Want To Live On This Planet Anymore” 09/05/2012

Filed under: Outros — Ninixe @ 22:04
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Ontem eu e o respectivo namorado íamos a pé para casa e vínhamos todos animados a falar de alguns génios da literatura, livros favoritos, workshops de escrita criativa and so on…  Estávamos mesmo entusiasmados com o tema e a debater ideias sobre histórias que gostávamos de escrever e da pesquisa que isso poderia envolver quando passámos em frente a um café, com alguns clientes habituais à porta. Entre estes clientes estavam duas miúdas (possivelmente mais novas que nós) que riam e quase gritavam alto e em bom som”A gente há-de morrer de cirrose! Isso ou cancro do pulmão!” … Nem 2 metros adiante encontramos dois miúdos em pijama, robe e pantufinhas de quarto a deitar o lixo e a dizer bacoradas entre si.

Tal como o meu homem disse: foi uma chamada de volta à realidade.

É triste assistir a estes episódios e perceber que a genialidade deste país pode bem estar condenada a jovens que antes das 23h de uma terça-feira se divertem a informar o Mundo que hão-de morrer de cirrose…

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Animes – Paranoia Agent & School Days 03/05/2012

Filed under: Outros,Séries — Ninixe @ 18:14
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Paranoia Agent foi mauzito – uma ideia que podia ter sido bem aproveitada foi simplesmente explicada de forma algo básica e dramatizada de forma exagerada.

Em linhas simples esta série segue um conjunto de pessoas que numa fase de desespero e sentindo-se encurraladas na sua própria vida acabam por ser atacadas por um miúdo em patins e com um bastão de basebol.

A coisa até nem corria mal até terem tentado “aligeirar” o ambiente com um episódio mais cartoonish mas sem sentido nenhum – pura e simplesmente para encher e baralhar.

Pouco depois, no final, voltaram a fantasiar de forma exagerada, criando um mundo paralelo e transcendendo por completo a realidade com uma ideia que já está algo batida: o crescimento desmedido da coisa que acaba por engolir toda a cidade…

Finalmente, a explicação para a origem de tudo: plausível mas fraquinha perante a imensidão de coisas que se estão a passar. E pois que piscámos os olhos e passou tudo.

Não gostei… Acho que a história tinha um certo potencial mas que deveria ter sido aproveitada de outra maneira. Os desenhos e efeitos não estão nada de especial pelo que ver esta série quase se torna uma perda de tempo.

Mas há pior… Muito pior!

School Days permitiu-me matar o cérebro de forma lenta e dolorosa ao longo de 12 episódios. Descobri esta pérola no querido 9gag, mais precisamente num post onde era referido (e muito bem referido) que anime não é para crianças e, para ilustrar tal afirmação, foram colocadas imagens de vários animes nomeadamente School Days (imagem de uma menina agarrada a uma cabeça decapitada) e When They Cry (aquela joia da coroa que vos falei aqui). Ora, cá dentro, a minha veia sedenta de sangue pensou: “Ora se estão a equiparar isto a When They Cry é porque a coisa deve ser boa! E se mete cabeças separadas dos corpitos melhor!”

Como eu estava enganada… Passei 12 episódios praticamente inteiros a assistir às aventuras e desventuras de engate de um adolescente e as milhentas miúdas que estavam interessadas nele. Vi como a melhor amiga passou a amante e como a primeira paixão e namorada do gajo ficou totalmente alucinada / apanhada / em estado de transe quando começou a perceber que ele afinal andava na ramboiada com todas. Acompanhei ainda a passagem de um tipo normal, que inicialmente até parecia um rapaz decente apesar das taradices da idade, a um tarado que apenas queria acção na horizontal com qualquer miúda que se mostrasse disponível e que vê a vida a andar para trás quando engravida uma delas.

Só no fim, final dos finais é que se deu o apogeu de violência que me tinha sido prometido – e nos últimos 5 minutos da série é ver cabeças a rolar, gargantas a serem cortadas e puff – acabou!

Senti-me largamente defraudada… mas pronto, para a próxima a minha pesquisa será mais intensiva antes de me aventurar assim em séries desconhecidas!

Para ajudar a filtrar as próximas séries descobri o site Crunchyroll, onde é possível assistir a vários episódios de anime! How cool is that?

Entretanto, para desenjoar deste chove não molha, vou tomar um banhinho de sangue – que é como quem diz: vou ver mais um OVA*de Hellsing Ultimate.

See Ya!

* Original Video Animation (que é como quem diz: adaptação em filme, ou série, do anime que foi lançado directamente para formato home-vídeo)

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Do Passar dos Tempos… 02/05/2012

Filed under: Outros — Ninixe @ 18:51

Dou por mim a pensar que ando a ficar atrasada com 1001 opiniões a dar sobre séries, livros e filmes que vi / li nos últimos tempos…

Imagino que quando me apetecer escrever sobre algum possivelmente já nem me lembrarei da coisa. Mas não temam – nem tudo está perdido! Vou fazer uma mini lista das histórias que ainda me lembro e que me foram ocupando os últimos meses (é certo que algumas resvalam para 2011 mas pronto… uma pessoa tenta!) e que de uma forma ou de outra, apesar de ainda não terem sido referidas aqui pelo blog, a ainda habitam no meu pequeno cérebro:

– American Horror Story

– Dexter – Season 6

– Pretty Little Liars – Season 2

– Ringer

– School Days

– Paranoia Agent

– Pensa Num Número

– Dexter is Delicious

– Os Homens que Odeiam as Mulheres

– The Avengers

E porque estou on fire mais novidades ainda para hoje!

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Nos Últimos Tempos… 30/04/2012

Filed under: Outros — Ninixe @ 18:17
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Nos últimos tempos sinto-me algo afastada do Mundo… a inspiração não abunda e a paciência também já viu melhores dias.

Sinto-me longe, distante e cansada. Quase como que uma mera espectadora da minha própria vida. Penso para mim que talvez seja só uma fase, que afinal de contas todos passamos por momentos mais letárgicos e ausentes. Tento acreditar, por entre alguns momentos de alegria passageira e risos partilhados com aqueles que me são mais chegados, que aos poucos tudo voltará a ser como dantes e que através de pequenos gestos e acções tudo mudará outra vez.

No entanto, a minha veia pessimista teima em dar sinal de vida, em atormentar-me e jogar-me em cara que a culpa de toda esta situação é tão só e apenas minha… Minha e da minha omissão, da minha procrastinação e permanente falta de vontade para o que quer que seja.

Coloco numa balança imaginária aquilo que efectivamente tenho feito para tentar mudar e as horas que passo no vazio… O vazio parece ter mais peso e ganhar vantagem.

Tento fazer um esforço extra mas falta-me paixão, falta-me garra e sou consumida por uma cobardia desmedida e um sentimento de resignação e comiseração miseráveis…

Dou por mim a pensar que talvez a vida seja apenas isto, que não me deveria queixar daquilo que tenho mas não deixo de desejar e querer mais. E é então que sou confrontada com a dura realidade: talvez me faltem as energias porque simplesmente não sei aquilo que quero, não tenho sonhos ou ideais para perseguir, lutar e defender.

Vazio.

Sinto um vazio dentro de mim que não é passível de ser descrito. Sinto que deambulo pela Terra sabendo de onde vim mas sem qualquer noção de para onde vou ou quero ir.

Engulo em seco…

Acabaram-se-me as palavras…

Amanhã é outro dia e acho que o vou tentar encarar com um sorriso… Quem sabe se não funciona?

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